Novembro azul – Saúde do homem

Novembro azul – Saúde do homem

Novembro azul – Saúde do homem

  • Postado em 01/11/2019
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Cuide do seu bem mais precioso, sua saúde!

Pensando em oferecer informações para o bom funcionamento do organismo masculino, desenvolvemos esse conteúdo dedicado a você, homem. Boa leitura!


Precisamos falar de colesterol

O colesterol é uma substância necessária para o organismo produzir hormônios e vitamina D. Ele também trabalha auxiliando o processamento das gorduras ingeridas, existem dois tipos principais de colesterol: o HDL, conhecido como o colesterol “bom”, e o LDL, conhecido como o colesterol “ruim”.

Os níveis de colesterol são influenciados pela alimentação e, principalmente, por fatores hereditários.

Consequências do colesterol “ruim”:

A elevação do colesterol “ruim” pode levar a uma série de problemas de saúde, como infarto do miocárdio e derrame cerebral.

Como e quando devo checar meu colesterol?

Exames de sangue simples podem avaliar os níveis de colesterol “bom” e “ruim”. Todas as pessoas, a partir dos 20 anos, devem ter seu colesterol medido a cada 5 anos.

Os níveis de colesterol devem ser medidos com maior frequência nos homens a partir dos 45 anos de idade e nas mulheres a partir de 55 anos e em casos que existam históricos familiares. As seguintes medidas podem contribuir para a redução dos níveis de colesterol:

  • Evitar alimentos com altos teores de gorduras de origem animal, como carnes gordurosas, leite integral e seus derivados;
  • Praticar exercícios físicos regulares;
  • Utilizar medicamentos para reduzir o colesterol “ruim”, caso isso seja recomendado pelo seu médico.

Medicamento

Os medicamentos chamados “estatina” bloqueiam a produção de colesterol do fígado. Eles são muito eficazes na redução do nível de colesterol do sangue, mas esse nível volta a subir caso o tratamento seja interrompido. As estatinas são bem toleradas pelo organismo, mas podem, em alguns casos, causar efeitos colaterais no fígado ou nos músculos. Exames laboratoriais regulares são indicados para pacientes que tomam estatinas. Caso o paciente desenvolva dor muscular ou fraqueza, deverá relatar sintomas ao seu médico sem demora.

Acidentes no trabalho. Quais as principais causas?

Com certeza você já ouviu aquela máxima: “Acidentes acontecem”.

Mas, apesar dos acidentes serem sempre inesperados, é possível reduzir consideravelmente sua frequência, trabalhando um único fato fundamental nesse processo: O fator humano.

Desde que todos colaboradores sigam os procedimentos corretamente, sua empresa pode se beneficiar da tranquilidade de ter um melhor nível de segurança no trabalho e saber que, dificilmente, um acidente ocorrerá.

Entretanto, muito colaboradores ainda sofrem acidentes, em grande parte, por causa de atitudes e comportamentos próprios, que podem ser influenciados por suas vidas fora do trabalho. Três fatores principais são considerados causas de acidentes no trabalho: uso de substâncias psicoativas, estresse e fadiga.

Muitas vezes esses fatores ocorrem em conjunto e são sinérgicos entre si. Por isso, vamos explicar um pouco melhor sobre cada um deles

Substâncias psicoativas. O que são?

Substâncias psicoativas são substâncias lícitas ou ilícitas de uso recreativo o u utilizadas sob prescrição médica, que têm ação sobre o sistema nervoso, podendo estimular, deprimir ou causar alucinações, alterando a percepção de realidade.

Álcool, comprimidos para dormir, anfetaminas e tabaco são exemplos de psicoativos.

Estudos mostram que os usuários de substâncias psicoativas têm de três a quatro vezes mais chances de sofrer lesões do que os outros colaboradores. Além disso, essas lesões tendem a ser mais graves, bem como incorrerem em maiores custos com assistência médica e em afastamentos do trabalho.

O abuso de substâncias psicoativas é um dos fatos presentes em até 50% dos processos de indenização por acidentes.

Não estresse!

O ambiente de trabalho pode ser uma fonte causadora de estresse para um número significativo de empregados. O estresse relacionado ao trabalho ocorre quando a demanda e a pressão sofrida pelos colaboradores são incompatíveis com seus conhecimentos e habilidades ou quando o suporte oferecido pelos seus gerentes e supervisores é insuficiente. Questões familiares, financeiras, legais e pessoais também são causas gerados de estresse. Independentemente do motivo, o estresse pode contribuir para que as lesões no trabalho ocorram.

A pressão é inevitável devido às exigências do mercado de trabalho contemporâneo. Dependendo dos recursos disponíveis e das características pessoais, a pressão percebida como aceitável pelos colaboradores pode mantê-los motivados, com capacidade para trabalhar e aprender. No entanto, quando essa pressão se torna excessiva ou incontrolável, pode gerar o estresse. O estresse prejudica a saúde dos colaboradores, o desemprenho dos negócios e aumentando o risco de acidentes de trabalho.

Olha da fadiga!

A privação de sono é uma epidemia moderna, há 100 anos, as pessoas dormiam 10 horas por noite. Hoje dormem, em média, de 6 a 8 horas. Muitas pessoas dormem, regularmente, menos de 5 horas por noite. A escassez de seno leva à sonolência durante o dia, a qual leva à diminuição dos desempenhos motor e cognitivo e dos reflexos.

Uma pesquisa revelou que 31% dos empregados admitem que a falta de sono afeta seu trabalho. Dependendo do tipo de trabalho, isso pode ser absolutamente assustador, como atividades desempenhadas pelos motoristas e pelos operadores de máquinas pesadas. Algum nível de fadiga é causado pela necessidade de trabalhar em turno noturnos ou dobrados. Mas, de acordo com especialistas, a maioria dos problemas de falta de sono incide em pessoas que, apesar de trabalharem em apenas um único turno diário, não conseguem dormir 8 horas por noite.

Calvície e andropausa

Você sabia que as pessoas perdem cerca de cem fios de cabelo diariamente? Isso é normal e esses fios voltam a nascer. Entretanto com a idade, muitos homens (e algumas mulheres) perdem cabelos de maneira definitiva. Algumas condições como problemas na tireoide e diabetes ou doenças que baixam a imunidade, fazem com que a queda de cabelos seja mais acelerada. Medicamentos para o tratamento do câncer e do estresse, alimentação pobre em proteínas e histórico familiar também são fatores que causam a calvície. Em alguns casos, o tratamento da causa corrige o problema.

A forma mais comum de calvície (em homens) ou alopecia androgênica não dispõe de tratamento com medicamentos consistentemente efetivos.

Andropausa ou deficiência androgênica do envelhecimento masculino

Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM) é o nome atual da andropausa, caracterizada pela queda dos níveis de testosterona, o hormônio sexual do homem. Ao contrário do que ocorre com as mulheres na menopausa, a DAEM não causa infertilidade masculinas, apesar de poder ocorrer redução na produção de espermatozoides.

Por volta dos 40 anos de idade os níveis de testosterona diminuem, de forma gradual, a uma taxa de aproximadamente 1% ao ano, o que não significa que todo homem irá sofrer de DAEM. Porém, é sabido que os sintomas podem se manifestar em 20% a 25% dos homens acima dos 50 anos.

Sintomas e tratamentos

Os principais sintomas da DAEM são a diminuição de libido (desejo sexual), os cansaços físicos e mental, a irritabilidade, a perda de massa muscular, a queda de pelos, a depressão e a osteoporose. Recomenda-se ajuda médica aos homens que estão acima dos 50 e que possuem os sintomas descritos para confirmar o diagnóstico. O tratamento consiste em repor testosterona que se encontra em níveis baixos e é contraindicado para pacientes que têm históricos de câncer de próstata, de PSA elevado no sangue, de altos níveis de gordura e de passado de trombose. Nesses casos a reposição hormonal deve ser realizada sob supervisão médica criteriosa, pois é um tratamento com efeitos colaterais significativos que deve ser realizado de forma responsável.

Gota e ácido úrico

A gota é uma inflamação nas articulações causada pela elevação do ácido úrico no sangue que, quando assume a forma de cristais, gera dores intensas. Fatores genéticos, alimentação e uso de medicamentos (como os diuréticos), aumentam o nível de ácido úrico e elevam o risco de se desenvolver a gota.

Além de gota, o excesso de ácido úrico no sangue pode levar à formação de cálculos renais (pedras nos rins). É importante mencionar que, muitas vezes, esse excesso não causa problemas de saúde e, portanto, não deve ser tratado com medicamentos. Esse mal acomete, principalmente, homens acima dos 30 anos, mas também pode ocorrer em mulheres após menopausa.

A crise típica de gota causa dor súbita e inchaço especialmente no primeiro dedo do pé. Durante a crise, pode haver inclusive febre. Ao longo dos anos, o paciente pode desenvolver deformidade e dor crônica nas articulações. O diagnóstico de gota pode ser feito por meio de histórico clínico, exame físico, raio-x das articulações e do exame de sangue, que revelará o aumento do ácido úrico.

Tratamento e prevenção

A crise de gota pode ser tratada com anti-inflamatórios, bastante eficazes quando administrados no início da crise. As seguintes medidas são úteis para prevenir as crises de gota:

  • Limitar o consumo de certos alimentos, como carne vermelha, miúdos e frutos do mar;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas, especialmente cerveja e bebidas de contenham frutose (adoçantes);
  • Perder peso;
  • Tomar medicamentos que reduzam o ácido úrico no sangue (em casos mais graves).

Aumento da próstata

O aumento da próstata ocorre em quase todos os homens a partir dos 50 anos. Seu alargamento pressiona a uretra e causa dificuldades para urinar. A hipertrofia prostática benigna não é câncer e não aumenta o risco de um câncer de próstata se desenvolver. A próstata é uma glândula do sistema reprodutivo masculino que envolver a uretra logo abaixo da bexiga.

A uretra é um tubo através do qual a urina é eliminada desde a bexiga e, portanto, quando a próstata aumenta pode ocorrer obstrução da uretra e problemas para urinar.

Tratamento

Quando os sintomas são leves, apenas algumas modificações no estilo de vida podem ser suficientes como:

  • Urinar sempre que tiver vontade; se houver oportunidade, ir ao banheiro mesmo que não haja necessidade;
  • Evitar álcool e cafeína na hora de deitar;
  • Beber líquidos, mas de maneira gradual, ao longo do dia, evitar beber nas 2 horas antes de deitar;
  • Atentar para os medicamentos antigripais que contenham descongestionantes e que podem piorar os sintomas.

Em casos mais graves, a cirurgia pode ser necessária. A cirurgia de próstata é feita pelo urologista, médico especialista em doenças urinárias. A cirurgia mais comum é a da colocação de um tubo na uretra pelo qual a próstata é fragmentada e retirada.

Câncer de próstata

É o segundo tipo de câncer mais presente entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma, é o tumor mais comum em homens acima de 50 anos. Além da idade, são fatores de risco: histórico familiar da doença, fatores hormonais, ambientais, sedentarismo, hábitos alimentares (baixo consumo de verduras, vegetais, frutas e alta ingestão de gorduras) e excesso de peso.

Quando diagnosticado precocemente, os resultados no tratamento são melhores. Para isso, deve-se fazer a investigação de sinais e sintomas como:

  • Dificuldade de urinar;
  • Diminuição do jato de urina;
  • Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite;
  • Sangue na urina.

Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico.

O diagnóstico pode ser realizado por meio de exame físico (toque retal) e laboratorial (dosagem do PSA). Caso seja constatado o aumento da glândula ou alteração no PSA, deverá ser realizada biópsia para investigação da presença de tumor e se ele é benigno ou maligno. Caso seja maligno, outros exames serão realizados para determinar seu tamanho e estágio da doença.

De acordo com o tamanho, classificação do tumor e condições físicas do paciente é definido o tratamento, podendo ser realizada uma prostatectomia radical (remoção da próstata por meio de cirurgia), radioterapia, hormonioterapia e uso de medicamentos.

O exame de próstata deve ser realizado a partir dos 50 anos, em caso de histórico familiar de primeiro grau de câncer de próstata antes dos 65 anos, o acompanhamento médico e laboratorial deverá começar aos 40 anos.

Cuide da sua saúde!

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